sábado, 9 de julho de 2011

Manuel Gonzalez Alvarez, é um poetamigo de Madri,Espanha.Comparece neste blog com seu poema "Se me ha perdido un amigo"


Foto enviada por Manuel Gonzalez Alvarez, batida em Los Molinos. Manuel publica seus poemas na Revista Ventos do Sul, do Grupo de Poetas Livres, desde seus primeiros números, a partir de 1998. Ele é diretor do Grupo Ritus Senior. 


SE ME HA PERDIDO UN AMIGO
…………………XLVI………………………
Se me ha perdido un amigo,
Si alguien se lo ha encontrado
Que lo devuelva al poeta
Que será recompensado .
Puedes pedir por el lo que quieras ,
Porque un amigo tiene mucho valor ,
Hay que  creer  en la amistad ,
Es muy parecida al amor .
Me llego sin importancia ,
Y trajo un aire nuevo ,
Era tan afín a mi en todo,
Que la amistad fue un motivo .
Por eso  si alguien se lo ha encontrado
Y no lo quiere devolver ,
Que lo cuide mucho ,
Para que no se vuelva a perder .

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Manuel de Viegu

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sonhando com a Liberdade.




LIBERTA-ME, SENHOR!

Liberta-me, Senhor,
do meu infortúnio.
Arranca as algemas do meu coração.
Singra-me pelos ares da tua Paz.
Devolve-me a liberdade tão sonhada.
Neste quarto escuro,
prisioneira estou das minhas iniqüidades,
pagando o preço pelos descalabros.
Dá-me tua Mão, Senhor,
e me faz sair desta amargura
Sou teu instrumento, Senhor,
só Tu poderás libertar-me!
Ampara-me!
Maura Soares, aos 08 de julho de 2011, 13.10h,
após visita ao Complexo Penitenciário de Florianópolis,
fazendo entrega de livros e certificados do
1º. Concurso “Liberte-se...nas Asas da Poesia!”

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Novamente, Emanuel Medeiros Vieira, ilumina este blog com "Afeto".



Foto minha em Balneário Camboriú, verão 2010, também publicada no Jornal Noticias do Dia, Florianópolis,SC.

 AFETO

 Emanuel Medeiros Vieira

“Se não for pela poesia, como crer na eternidade?”
(Alphonsus de Guimaraens Filho)
                                                           
Sobra este afeto
(a muralha que me resta).
   
Sim, é este patrimônio que me cabe-
          sem valor contábil,
          o que amo,
contra o ruído, o mal e a bofetada.
                           
Tribo perdida,
só queremos saber de nós mesmos.
                                                           
Minha verdadeira cidadela é o território dos afetos.
transformado estou: no guerreiro que não me 
imaginava mais, exaurido: ainda assim combatente.
                                                     
Restaurado o menino que viu a regata:
é esta matéria mnemônica que tento re-fundar  aqui,
papel em branco, nova manhã.

O latim do colégio ensinava que “recordar” vem de:
                                                                          “recordis”:
tornar a passar pelo coração.
(A poesia perpetuará esta fugaz manhã, despistando a
                                                                                 morte?),
vem, menino, sossega o coração na manhã azul,
me legitima na palavra escrita,
eterniza  o  poema para os que vierem depois:
é minha oferenda (o sentido desta peregrinação).
                                                                              

terça-feira, 5 de julho de 2011

Há sempre alguém a me inspirar.



BEM VINDO, AMOR!

Bem vindo, amor!
Chegaste agora quando eu não mais te esperava
Vieste como a aurora para encantar os meus dias
Na minha soleira pousaste como uma andorinha a fazer verão
Então, te acolhi em meus braços
Pus tua cabeça no meu regaço e te cobri com minha paixão.

Bem vindo, amor!
Como um ser mitológico te apresentaste
Teus olhos azuis  em mim pousaste
pedindo-me abrigo e devoção
Meu coração aberto estava para o amor e, assim,
como chegaste de repente,
te alojaste no meu canto e, com tua voz sonora,
num acalanto, entoaste a melodia
enchendo meu dia e os outros dias que virão.

Bem vindo, amor!
Não te esperava, mas chegaste e bendigo o dia e a hora
em que me arrebataste
para viver uma nova paixão!

Maura Soares
Curitiba, aos 07 de fevereiro de 2011, 17.09h – horário de verão

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Singela homenagem a Catarina Soares Bittencourt, minha sobrinha-neta, que hoje,4 de julho, lá nas barrancas do rio Uruguai, Chapecó, SC, frio demais, completa 1 aninho.








NASCIDA A 4 DE JULHO

C ATARINA, linda menina
Nome forte de rainha
Dos papais não tem pranto
É só o amor e o encanto

Nascida a 4 de julho
Data que ficou na história
Para Alexandre e Raquel
O maior dia de glória

Menina  Catarina, doce de pronunciar
Vens sorrindo e, brincando
Papai e mamãe abraçar

Catarina dos Soares e Bittencourt
Gravas  teu nome na areia
Com letras puras de ouro
Teu amor sempre semeias

Um beijo da tia Maura
Que ama todos por igual
Tem também pra Catarina
Um amor especial

Faço versos de pé quebrado
Só pra te homenagear
Quando puderes, vem, menina
Que a tia quer te abraçar.

[poeminha singelo só pra nossa Cathy
que,em 4 de julho de 2010, encantou
o lar da família Soares Bittencourt e
alegrou a vida do Clã Soares e dos Bittencourt, claro.]
Maura Soares,aos 4 de julho de 2011, 20.40h.

Outro poema do meu, inédito, "7 Dias de Julho".


Beiramar de São José, 30.6.2011- ao longe o Cambirela, encoberto, grossas nuvens prenunciando mais chuvas. Foto minha, pelo celular     

MEU BARCO

Navega, meu barco, navega
rio abaixo, rio acima
na calma correnteza e nas
ondas bravias do mar.

Navega, meu barco, navega
contigo estou no teu balançar
ao sabor do vento e da vaga
ao encontro do amor quero estar.

Navega, meu barco, navega
sem medo de encontrar
mar bravio, tempestades
e as velas a se enrolar.

Navega, meu barco, navega
procura um porto seguro
onde  tu possas ancorar
prende a corda com firmeza
baixa as velas e descansa
pois outro dia vai chegar.



Da minha obra "7 Dias de Julho", ainda sem edição, inspirada em Lindolf Bell, "Análise".

Beiramar de São José, 30.6.2011- foto minha pelo celular



ANÁLISE

“Eu vim da geração das crianças traídas
Eu vim de um montão de coisas destroçadas”...
(in:Lindolf Bell, “Poema das Crianças Traídas” )

Participo desta vida
cheia de incertezas,
de promessas não cumpridas,
da fome de saber, do infortúnio...
Nasci numa época
de guerras e guerrilhas...
a guerra feita em nome da paz.
Vivi enclausurada numa redoma
construída de tabus
e falsa moralidade.
Mergulho qual esquizofrênico
no fundo do meu ser
e quase nada encontro
para dar sentido à vida.
Busco na incerteza
a certeza de que, um dia,
a verdadeira essência
me será declarada
e poderei dizer
“eu vim da geração das crianças traídas”
mas a amargura da minha geração
foi sanada
com o toque  da  esperança.