sexta-feira, 22 de novembro de 2013

9º CONCURSO ON-LINE DE POESIAS--II PRÊMIO LICINHO CAMPOS DE POESIAS DE AMOR

RESULTADO DO 9º CONCURSO ON-LINE

II PRÊMIO LICINHO CAMPOS DE POESIAS DE AMOR
PROMOÇÃO DO GRUPO DE POETAS LIVRES
JULHO A SETEMBRO DE 2013

RELATÓRIO DA COMISSÃO AVALIADORA

A Edição 2013 do 9º CONCURSO ON-LINE – II PRÊMIO LICINHO CAMPOS DE POESIAS DE AMOR, veiculada pela internet entre os meses de julho a setembro de 2013, contou com 293 participantes que enviaram 608 poemas. Internautas das seguintes cidades brasileiras e do exterior compareceram enviando seus poemas de Amor. Por cidades e estados brasileiros, citamos: ACRE (Rio Branco); ALAGOAS (Maceió); AMAZONAS (Manaus); BAHIA (Itabuna, Brumado, Salvador, Ilhéus, Barreiras, Mutuípe, Urandi, Bonito, Euclides da Cunha, Teixeira de Freitas); CEARÁ (Fortaleza, Juazeiro do Norte); DISTRITO FEDERAL (Brasília);  ESPIRITO SANTO (Castelo, Guarapari, Serra, Cariacica, Linhares, Marataízes); GOIÁS (Goiânia, Campos Belos, Catalão); MARANHÃO (Arari);   MATO GROSSO (Barra das Garças, Várzea Grande); MATO GROSSO DO SUL (Campo Grande,  Dourador); MINAS GERAIS (Carmo da Mata, Paracatu,Monte Azul, Igarapé, Belo Horizonte, Uberlândia, Betim, Durandi, Governador Valadares, Baependi, Nova Serrana, Pirapetinga, Pratápolis, Ouro Preto, Lambari, Contagem);  PARÁ (Belém, Mocajuba, Santa Izabel do Pará, Ananindena);  PARAÍBA (Bayeux, Estação Pilar, João Pessoa, Campina Grande); PARANÁ (Curitiba, Maringá, Piaçandu, Toledo, Pato Branco, Londrina, Campo Magro, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Colombo); PERNAMBUCO (Lageado, Recife, Ouricuri, Camaragibe, Caruaru, Passira); PIAUÍ (Picos, Teresina, Campomaior); RIO DE JANEIRO (Guapimirim, Campos dos Goytacazes, Itaipu-Niterói, Rio, Itaguaí, Valença, Jaqueira, Três Rios, Petrópolis, Santa Cruz, Jacarepaguá, Teresópolis, Icaraí-Niterói, São Pedro da Aldeia, Belford Roxo, Vista Alegre, Taquara, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Cabo Frio);  RIO GRANDE DO NORTE (Parazinho, Natal, Nova Floresta, Floresta); RIO GRANDE  DO SUL (Porto Alegre, São Francisco de Paula, Passo Fundo, São Luiz Gonzaga, Santa Maria, Gravataí, Santa Rosa, Caxias do Sul, Canoas, Tramandaí, Sant´Ana do Livramento, Rio Grande, Pelotas); SANTA CATARINA (Itajai, Joinville, Tijucas, Porto Belo, Florianópolis, Brusque, Blumenau, Criciúma, São Miguel do Oeste, São José, Jaraguá do Sul, Palhoça, Canelinha);   SÃO PAULO (Paraguaçu Paulista, Sorocaba, Monte Mor, Orlandia, São José do Rio Preto, Ferraz de Vasconcelos, Ribeirão Pires, Fartura, Santos, Osasco, Mogi das Cruzes, Santo André, Suzano, Mogi Guaçu, Mairiporã, São José dos Campos, Americo Brasiliense, Capão Bonito, Sud Mennuci, São Paulo-capital, Americana, Taubaté, Guarulhos, Piracicaba, Campinas, Araraquara, Itararé, Miracatu, Ribeirão Preto, Franca, Itupeva). Somente os Estados de Tocantins, Sergipe, Roraima e Rondônia não participaram. Do exterior participaram: PORTUGAL (Queijas, Leiria, Lagos, Santiago do Cacém, Odivelas, Ponte de Sôr, Vizela(Braga), Viana do Castelo, Santo Antonio dos Cavaleiros, Coimbra, Queluz); AÇORES(Ilha Terceira, Capelas-Ilha de São Miguel); JAPÃO (Saitama); ESPANHA (Madri); U.S.A (Elizabeth, New Jersey); ITÁLIA (Parma); AFRICA (Maputo, Moçambique).

Os membros da Comissão Avaliadora Eloah Westphalen Naschenweng, Heralda Victor, Vera Portela, Zeula Soares, sob a presidência de Maura Soares, leram, cada qual separadamente, todas as poesias, apresentando as selecionadas aos outros membros.

Invocando “A Prece de um Juiz”, do acadêmico Dr. João Alfredo Medeiros Vieira, prece que já foi traduzida em mais de 45 idiomas que, nos parágrafos finais diz:
“AJUDA-ME, SENHOR!
Quando as minhas horas se povoarem em sombras; quando as urzes e os cardos do caminho me ferirem os pés; quando for grande a maldade dos homens; quando as labaredas do ódio crepitarem e os punhos se erguerem; quando o maquiavelismo e a solércia se  insinuarem nos caminhos do Bem e inverterem as regras da Razão; quando o tentador ofuscar a minha mente e perturbar os meus sentidos, AJUDA-ME, SENHOR!
Quando me atormentar a dúvida, ilumina o meu espírito; quando eu vacilar, alenta a minha alma;quando eu esmorecer, conforta-me; quando eu tropeçar, ampara-me.
E QUANDO UM DIA, finalmente, eu sucumbir e já então, como réu, comparecer à Tua Augusta Presença para o último Juízo, olha compassivo para mim. Dita, Senhor,a Tua sentença.
Julga-me como um Deus.
Eu julguei como homem.”  

De posse de todo o material selecionado, os membros da Comissão reuniram-se dia 19 de novembro, leram novamente todos os possíveis vencedores e o resultado, após exaustiva leitura, foi o seguinte:

PRÊMIO ESPECIAL, para CARLOS MAURICIO VELOSO CAVALANTI BATISTA, do Rio de Janeiro, pelo belo conjunto de poesias apresentadas, com a escolha do poema XVI para publicação na Revista Ventos do Sul. Receberá o Certificado de Prêmio Especial e um kit de livros.

POEMA XVI

Quando partires
Por favor, apaga o sol
E desliga a lua.
Avisa as estrelas:
Já não são mais necessárias.
Leva-as todas,são tuas.
Ficarei
Com a noite nua,
Despida de tua pele;
E o dia desabitado,
Sem tuas mãos,
Que me despertavam
E carinhosamente
Entregavam-me
                 o amanhecer.

CLASSIFICADOS EM 1º, 2º e 3º LUGARES:

1º lugar: PAULO FRANCO, de Ribeirão Pires, São Paulo, com SONETO DO AMOR IMPERFEITO.

SONETO DO AMOR IMPERFEITO

Não quero mais buscar o amor perfeito
para camuflar o sentimento em chama
e amortecer o que me dói no peito,
a mesma dor de todo ser que ama.

Que amar assim, eu sei, não é direito,
pois todo peito preso nesta trama
adoecido faz do olhar um leito
pra adormecer a fonte deste drama.

Vou procurar amar só o instante
um amor maior, porém um passageiro
tão transeunte quanto o amante

que tenha amores pelo mundo inteiro
e ao invés da dor o peito sempre cante
o imperfeito amor que é o verdadeiro.

2º lugar: LUISA CLARA CARTAXO FRESTA, de Queluz, Portugal, com SONETO DO AMOR NO FEMININO.

SONETO DO AMOR NO FEMININO

De vida eu sou a fonte incubadora
De amor, de pão, de múltiplos cuidados
Que contra qualquer força predadora
Se ergue em mil braços desarmados

Sobrevivo em meio à tempestade
E o meu peito é a terra prometida
Onde a lei da ternura e da verdade
Dança irmanada com as leis da vida

E toda a vida só em mim germina
(todos os homens são meus filhos também
E há sempre mais amor que se imagina...)

E em tudo o meu amor vai mais além
Para lá da força bélica, assassina
Há sempre uma Mulher que te quer bem!

3º lugar: FERNANDA DE MELLO VEECK (Fernanda Mellvee),Porto Alegre, Rio Grande do Sul,  com POR FALAR EM AMOR...

POR FALAR EM AMOR...

Quero falar de amor,
não do amor romântico,
cortês e idealizado.
Quero falar do amor sincero e desinteressado.
Falar simplesmente do amor.
O amor puro, realizado.

Quero cantar o amor,
não o amor impossível,
melancólico e alucinado.
Quero cantar o amor alegre e descomplicado.
Cantar somente o amor.
O amor sensato e compartilhado.

Quero escrever sobre o amor,
não sobre o amor comum,
óbvio e entediado,
Quero escrever sobre o amor descontrolado.
Cantar unicamente o amor.
O amor real e apaixonado.

MENÇÃO HONROSA, para VÓLIA LOUREIRO DO AMARAL LIMA, de João Pessoa, Paraíba, com AMO-TE.

AMO-TE

Amo-te com um amor triste,
Que vive do silêncio da saudade.
Amo-te com um amor distante,
Que de ti, guarda apenas a lembrança,
Em uma foto apagada pelo tempo.

Amo-te com um amor ausente,
Que chora no silêncio da madrugada
A saudade que a falta que teus olhos faz.
Amo-te com um amor doente,
Que ama mais a ti do que a mim,
E faz da existência uma dor frequente.

E em cada estrela do céu
Vejo os teus olhos,
Em cada canção de amor,
Ouço teu riso,
Em cada por de Sol
Fica a saudade e
A certeza de amar-te,
Por toda minha vida.

ANDERSON FABRICIO DA SILVA ERNSEN (Buscador Perdido), de Toledo, Paraná, com ÀS VEZES...

ÀS VEZES...

Às vezes quero te tocar. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois tocar-te é como uma dádiva divina,
Capaz de levar ao Céu aquele que o fizer.
Não mereço o céu...

Às vezes quero te abraçar. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois abraçar-te seria como voar,
Cruzar o firmamento com a sutileza e imponência de uma nuvem.
Não sei voar...

Às vezes quero te falar de amor. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois falar-te de amor é como lutar na guerra,
Com coragem e ousadia, sem medo do desconhecido.
Não sou guerreiro...

Às vezes quero te beijar. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois beijar-te é prova real, final,
De quem for o senhor do teu coração.
Não sou senhor... Sou escravo...

Às vezes quero te olhar. Sempre quero...
Mas...olhar-te eu posso, isso me é permitido.
Pois olhar-te é como uma prova, uma pena,
Que testa minha força, minha paciência, meu sofrimento.
Mas sou forte...
Às vezes.

POEMAS EM ESPANHOL. Destaque para BIANCA SAMPAIO MORENO, de Copacabana, Rio de Janeiro, com SI NO SE PUEDE TOCAR

SI NO SE PUEDE TOCAR

Mil lenguas no explican el amor,
pero una si, la soledad.
El vacío que es esperar sin saber,
la felicidad que existe en tus ojos.

Los besos no se pueden dividir,
por eso la boca es egoísta,
simplesmente te quiere a ti.
Sino, ¿por qué sonreir?

Si no fuera tu belleza fatal,
uno se iba a morir en el oscuro,
por que si logra mirar al sol,
pero no a ti, sin desearte.

Está toda la pasión, el deseo,
pero no se vê a tu cuerpo caliente.
Este, se lo puede imaginar,
pero duele si no se puede tocar.


POEMAS EM ESPANHOL. Destaque para PABLO GABRIEL RIBEIRO DANIELLI, de Foz do Iguaçu, Paraná, com SUSURROS.

SUSURROS

Tan hermosa vista que tênia esta noche
Los ángeles vinieron a visitarme
Tan sublime como el sol,
Y una belleza sin fin.

Me toco y me hizo sonreir
Como en un buen vuelo
Libera mi alma,
Llevar la paz a mi cuerpo.

Ya no me sentia más miedo,
El frio no era parte de mí.
Tal vez un cuerpo se
Lleno de amor.

Y para abrir lós ojos por la mañana
Me senti una fuerte energia
Que emanan de dentro de mi ser,
Era la voz de Dios que me llama a vivir.

POEMAS EM INGLÊS,destaque para RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS, de Lambari,Minas Gerais, com DEAD DREAM.

DEAD DREAM

It was such a heavy rain.
It was such a cold night.
It was such a long dream.
It was real. I saw it. I touched it.

But suddenly
I realized it was pure sheet of paper and ink.
I saw that archetype of real
Dissolving itself. Melting, melting…

I have seen the wet sheet of paper
Screaming and crying due to
Life within it.
It was mylife. The teardrop was mine.

Desperate, I saw myself to fall apart.
Each detail of ink was so alive
Each drop of rain was so cruel.
I saw a dead sketch.

Beholding  with enexplainable pain,
That scene mane me fall asleep.
I laid down on the floor flooded by the implacable rain.
But at this time I could not dream.

Down. Cold. Nudity of soul.
Painful sleep. Living nightmare.
Sharp wind. Falling leaves.
And I was there. Out of knowledge.

I woke up.
A paper canvas stood by my side, as white as it can be.
A paint box and an untouched painter brush.
I took them all. The artist will paint another dream.

POEMAS EM INGLÊS, destaque para JÚLIO CÉSAR TEODORO DA SILVA, de Belo Horizonte, Minas Gerais, com LOVE IS SUCH A HUGE COINCIDENCE.

LOVE IS SUCH A HUGE COINCIDENCE

There are so many things
in my heart now,
and so many more
I hope can be someday.

Attraction is an instinct.
Infatuation, in other hand,
is a privilege,
an enthusiasm that is born with wings
regardless if it´s unrequited.

But love…
Love is coincidence.
Love is such a huge coincidence!

Love is when you´re the wild goose
who finds the hunter who was chasing you
through the wilderness.

ALUNOS DA PROFESSORA MARIA ANGÉLICA FANTI, da E.E.E.M TUIUTI, Gravataí, Rio Grande do Sul.
1º lugar: THAÍS FONTOURA MACIEL, Bairro Bonsucesso, Gravataí, RS, com ORA FOGO ORA ÁGUA

ORA FOGO ORA ÁGUA

Seria desonesta se dissesse que não sinto nada.
Sinto um sentimento jamais sentido pelos sonhadores.]
Como fogo, com seus esplendores.
Tanto calmo quanto perigoso.
Tanto obscuro quanto formoso.
Tanto inerte quanto vivo.
Como fogo de meu amor eu sobrevivo.
Seu amor é como água.
Tanto azul quanto transparente.
Imprevisível.
Tanto fria quanto quente.
Capaz de fazer meu fogo apagar.
Capaz de fazer meu coração despertar.
Nosso amor vai ter as mais complicadas lições, aprender.
Suportar brigas e mágoas.
E a mais  importante,
Ora ser fogo ora ser água.


ALUNOS DA PROFESSORA MARIA ANGÉLICA FANTI, da E.E.E.M TUIUTI, Gravataí, Rio Grande do Sul.

2º lugar: MARCELY DIAS PORTO, Bairro Bonsucesso, Gravataí, RS, com BONS TEMPOS...

BONS TEMPOS...

Nas colinas lá no campo
logo cedo de manhã
pela janela logo vejo
pássaros cantando
e flores desabrochando.
Quando olho uma rosa,
Eu me lembro de você,
Você chegava com rosas vermelhas,
me elogiava e me beijava
intensamente.
Mas esses bons tempos
já se foram
e hoje é assim:
Eu na solidão e você no meu coração!

ALUNOS DA PROFESSORA MARIA ANGÉLICA FANTI, da E.E.E.M TUIUTI, Gravataí, Rio Grande do Sul.

3º lugar: GÉSSICA LETÍCIA DA SILVA MUNIZ, Bairro Morada do Vale II, Gravataí, RS, com AMOR.

AMOR

Quando te vi pela primeira vez
Senti meu coração palpitar mais forte
E minhas emoções dispararam
Não consegui controlar!
Teus olhos castanhos
Me hipnotizaram
E teu sorriso
Me encantou
O brilho do teu olhar
Fez uma flor de amor
Desabrochar em meu coração
Teu sorriso
Lembrou-me o brilho das estrelas
E teus cabelos
Lembraram-me o escuro do luar
Gostaria de saber
Se ao teu lado posso ficar?
Porque contigo minha vida estará completa.


ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.

1º lugar: PEDRO PAULO GIACOMOSSI, da E.E.B.Profª Olivia Bastos, Tijucas, cursa o 2º ano do Ensino Médio e fazendo Curso Técnico em Redes no SENAI, com  EU AS ROSAS E MEU JARDIM.

EU AS ROSAS E MEU JARDIM

As rosas como o jardim
Deus semeou e regou para mim
Assim saberei ao ver a rosa e o jardim
Que Ele passou por aqui.

Plantada em meu jardim
Cuido com muito amor
Para que não se afaste de mim.

Tem horas que paro e me pergunto
O que seria de mim
Se todas as rosas morressem,
E ficasse somente eu e meu jardim?

Não vou olhar pra trás
Vou refletir somente em mim
Viverei uma vida de amor
Só eu minhas rosas e meu jardim.



ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.


2º lugar: LUCAS MANOEL CANDIDO,estuda no 2º ano do Ensino Médio da  E.E.B.Profª Olivia Bastos, de Tijucas,SC, com CARTA QUE EU NÃO MANDEI.

CARTA QUE EU NÃO MANDEI

Eu te escrevi a verdade
naquela carta tão triste
falava de uma saudade
que dentro de mim insiste.

Eu te cantava, benzinho,
de há muito te queria
E reclamava dos teus carinhos
Que muita falta fazia.

Eu te escrevia com desprezo
Que essa mágoa nunca seca.

Mas refleti e rasguei, e na
ânsia te desejo colocar um longo
beijo na carta que não mandei...

ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.

3º lugar: LUIZ FERNANDO BOAVENTURA, cursa o 2º ano do Ensino Médio na Escola de Educação Básica Profª Olivia Bastos, de Tijucas, SC, com AMOR.

AMOR

O amor é um sentimento bom
Mas que às vezes é ruim.
Porque uma hora você está feliz
Na outra não...

Quando você está apaixonado
Você fica só pensando naquela pessoa
Você fica aguardando a hora que vai encontrá-la
De novo!

Mas o amor não é só entre homem e mulher
A pessoa pode amar qualquer coisa
O amor pode ser familiar, ou um objeto, ou quem sabe um animal.

Mas o mais importante
É desejar o bem para quem
Você ama... Nunca  desejar o mal, sempre o melhor...
E todos nós precisamos espalhar o amor
Para que o mundo seja um mundo melhor.
E que todos nós sejamos contaminados com esse sentimento.

 
ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.

MENÇÃO HONROSA: IURY GONÇALVES, Tijucas, SC, com HOMENAGEM AO MEU AVÔ: MARIO ILSON GONÇALVES.

A vida é injusta, mas quem sou eu para falar!
No dia 05/07/13, morreu o meu maior herói, meu avô.
O cara que simplesmente me ensinou tudo, desde minha paixão pelo Corinthians, até fazer meros peixinhos com pedras de rio
O homem que era o pilar da família. O cara que sempre me apoiou e nunca deixou de estar comigo nas horas ruins, ou mesmo ficar sentado 6 ou 7 horas em um campeonato de TKD, me ensinar a empinar pipa ou soltar pião?
Ele me ensinou de sobra... Os conselhos mais enigmáticos foi ele quem me deu.
Puxa vida, lá se foi o meu guerreiro, o meu cabeçudo Gonçalves favorito...
O papai Issinho... De uma hora para outra acabou-se uma vida de um cara que lutou  por tudo, mas principalmente por sua família.
Sempre defendendo, brigando, esperneando ou falando para mim que o Tio era chato em avacalhar com o nosso timão. Sempre falando para eu nem brigar com a mãe porque ela é esquentadinha, ou me apoiando mesmo eu nem estando 100% certo!!!
Mas o que mais me pesa o coração é não ter dito pela última vez que eu o amava, que sem ele eu nem vivia e que ele era o meu segundo pai ou pai duas vezes...

*******

Parecer final da Comissão Avaliadora:
A Comissão teve o cuidado em arrumar a colocação correta dos pronomes e ajeitar versos com uma boa concordância, sobretudo dos alunos.
Recomenda que os professores de todos os alunos participantes, independente de classificação ou não, incentivem realmente a leitura, pois quem tem o hábito de ler sabe escrever, sabe pensar, sabe argumentar e só crescerá com isso.
Falhas que não precisavam acontecer se cada aluno ou cada internauta adulto tomasse cuidado com a concordância pronominal e verbal.
A confusão com “mais”(advérbio, indica aumento, grandeza, superioridade ou comparação.Ex.: Sem mais nem menos. De mais a mais.) e “mas”(conjunção, exprime oposição ou restrição; porém, todavia, entretanto,no entanto, contudo. Ex.: Mas como é que você fala mal de seu amigo?) é flagrante e foram consertadas para não se perder um poema que na sua essência estava bom.
É por este motivo que embora sendo um concurso gratuito não ficando somente com a entrega de um Certificado, o GPL vai presentear com livro, incentivando a leitura dos nossos internautas vencedores.
Sugestão da Comissão: que nos próximos concursos haja uma revisão prévia do poema, eis que muitos foram eliminados devido ao excesso de erros.

Florianópolis, 19 de novembro de 2013

Comissão de Avaliação:

Eloah Westphalen Naschenweng
Heralda Victor
Vera Portella
Zeula Soares

Maura Soares, presidente da comissão e redatora do Parecer. 

sábado, 2 de novembro de 2013


ADEUS, POETA!

Santa Catarina, o Grupo de Poetas Livres e a Academia Desterrense de Letras e São José de Letras, perderam mais um poeta, o Poeta das Cantilenas – Alzemiro Lídio Vieira – nascido em São José, em 1943.

Dono de uma possante voz, encantava a todos quando se apresentava nas reuniões e eventos do Grupo e nas academias e convidado por outras instituições, como o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, participando do Seminário Internacional das Ilhas do Atlântico e também por ocasião do centenário de morte de Cruz e Sousa, na sede do IHGSC, com membros do Grupo Armação, “Cruz e Sousa, o poeta da dor e do amor”.

Alzemiro, o nosso Cisne Negro, no seu poema Nova Visão,inserido na obra Mundo Neutro, cita: Olho longe o horizonte/ numa visão indefinida/ Sei que vou buscando a vida / Vou bebendo nostalgia/ do cálice da ilusão/.

Seu olhar não ficava só no horizonte. Seu pensamento, sua alma estavam sempre voltados para seus irmãos que sofreram e muitos ainda sofrem com a escravidão seja que conotação tenha nos dias atuais.

De profissão mecanógrafo, trabalhou na UFSC. Lá, teve reconhecido seu talento como poeta e artista plástico, participando de coletivas no hall da Reitoria. Seu livro, Mundo Neutro, teve o prefácio do crítico de arte Osmar Pisani, que viu em Alzemiro o talento também para a poesia. Na UFSC participou do Coral sob a regência do maestro José Acácio Santana.

Membro do Grupo de Poetas Livres desde o ano 2000, idealizou o Projeto interno com Adir Pacheco, O escritor e sua obra, até hoje apresentado pelos membros do Grupo, que consiste em apresentar biografias de escritores, e os espetáculos Poesia, Luz e Som; A utilidade da utopia; Tributo a Cruz e Sousa e Retina da Alma, este último apresentado dia 27 de junho de 2013, quando ainda lutava por sua saúde.

Apresentou-se nos Encontros com a Poesia, projeto do Grupo Armação em parceria com o GPL. Como ator do Grupo Armação apresentou-se na peça Eles não usam Black-tie, de Guarnieri, obtendo o Troféu Bastidores, idealizado por Valdir Dutra e por mim apresentado durante os 15 anos da premiação. Pelo Armação, também um Auto de Natal e a celebração a Cruz e Sousa, para o IHGSC, citado.

Sua biografia faz parte da Enciclopédia Literatura e Afrodescendência no Brasil – Antologia Crítica, editada pela UFMG, ao lado de grandes brasileiros, nas diversas áreas do conhecimento.

Na Academia São José de Letras ocupou a cadeira cujo patrono é Araújo Figueredo e na Academia Desterrense de Letras, o patrono é Ildefonso Juvenal que, como Alzemiro, também um poeta que incursionou pelo teatro de Florianópolis, como dramaturgo. Ildefonso é patrono de uma cadeira na Academia dos Militares de Santa Catarina.

Falar  de Alzemiro é falar da dor e do amor, tal qual Cruz e Sousa; é lembrar Castro Alves com seu belo poema Navio Negreiro, é sentir o lamento dos cativos nas suas cantilenas, é amar a poesia e dela fazer um canto de liberdade.

Em sua vida literária recebeu troféus, medalhas e diplomas. O mais recente, em 2012, foi o Troféu Manezinho, premiação idealizada por Aldirio Simões.

Seu talento é reconhecido por todos os militantes das letras catarinenses. Pena que o poder público pouco ou quase nada faz para homenagear a prata da casa.

Postumamente podemos dizer muitas coisas, mas o homenageado não estará mais ali para receber o elogio por seu  trabalho. Felizmente, o GPL está isento disto, pois soube sempre reconhecer a obra do poeta que, temos certeza, irá encontrar, na Pátria Maior, outros talentos como os dele e juntos entoarem o canto de amor e esperança.

Em seu poema Nave da vida auto-prefácio, inserido na Antologia dos 15 anos do GPL, diz: “Na travessia desse magro ciclo/ Não sou e jamais penso ser/ Um poeta definitivamente pronto/ Sou apenas um singular persistente/ Operário do ofício sacrossanto divinal/”.

Em “Não sou o fim do fim”, diz o poeta: Sou o fim da caminhada/ não o fim do caminho/ Sou taça quebrada/ não o fim do vinho.”

Adeus, poeta! O GPL e todos que cantam a dor e o amor te saúdam.

Profª Maura Soares
Presidente do Grupo de Poetas Livres

Fones  3249 6082----cel 8406 7799 (TIM)         

sábado, 28 de setembro de 2013

RUBENS E DAISY, 50 ANOS DE CASADOS

Uma festa histórica

O salão ficou pequeno para abrigar tantos primos, primas, amigos, netos, bisnetos do casal aniversariante, Rubens Alfeu Soares e Daisy Bilbao Soares.
Fui com meus irmãos Zeula, Leuzi, Paulo e a cunhada Regina, 28 de setembro de 2013, salão de festas da Subestação da Celesc, no Roçado.
Samba,suor e cerveja. Suor nem tanto, pois havia chovido muito e um friozinho e a umidade lá fora, mas cá dentro do salão a alegria imperou.
A família Soares, tanto do lado dos meus pais quanto do meu tio e padrinho Alvaro Felipe Soares, é muito festeira. Onde há reunião, há samba.Todos cantam e tocam, formando um conjunto musical.
A habilidade artística é hereditária. Até eu cantei junto.
Aproveitei para abraçar e  beijar os primos, pois quase não nos vimos, mas felizmente nos encontramos em festas.
Um excelente churrasco, docinhos, bolo e cerveja.....muuuuiiiiiittttaaa, afinando a voz dos cantores.
Como faz tempo que não nos vemos, surpreendi-me com a qualidade vocal de Emilson, Sergio e Gilson, além da bela filha do Rui.
Acrescento algumas fotos da festa.
Rubens com sua barba branca e grande, faz no período natalino, o Papai Noel no Shopping Beiramar. Antes ele estava no Shopping Itaguaçu. Seu coração é maior do que ele, pois abriga filhos, netos e bisnetos.
Um video da familia foi projetado e pude constatar Rubens com os filhos bebês e depois grandes, em festa natalina e  em outras datas, sempre rodeado.
Registro neste meu espaço meu carinho para toda a família Soares, que se fosse juntar tudo, teríamos que alugar o Scarpelli!
Maura Soares, aos 28 de setembro de 2013
Seguem algumas fotos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

VIAJAR


VIAJAR

Viajar... Sair.. Conhecer outros lugares, outras pessoas, outros olhares, outras paisagens.
Viajar... Sair em busca do desconhecido, pesquisar, colher informações.
Arrumar as malas, percorrer caminhos antes não trilhados, observar, reter imagens, desenvolver seu senso crítico na observação, ver o quanto o homem destruiu o que Deus lhe deixou para se estabelecer.
Assim somos nós, viajantes em busca do aprimoramento.
Muitos passam as viagens sem sequer notar a beleza de uma árvore no caminho, um rio, uma nova ponte.
Viajamos por muitos lugares sem sequer anotarmos um nome, um endereço, um prato saboroso num restaurante.
Pousamos os olhos, mas a direção do olhar ali no objeto, no detalhe, não se detém. Simplesmente olhamos.
Viajar não significa somente sair ao ar livre, deixar o lar, arrumar a mala com as melhores roupas, os mais bonitos acessórios.
Viajar significa também levar na sua bagagem o que você tem de bom; levar seu sorriso, seu abraço fraterno, estender as mãos e cumprimentar, dizer palavras ternas, elogiar.
Viajar significa também deixar lembranças, deixar seu marco positivo para aqueles que ficaram para trás, - quando você retorna ao ponto de sua partida - , para também lembrarem de você e do que você deixou plantado em seus corações.
Viajar e chegar ao lugar desejado, para plantar naqueles que você encontra, a semente do amor, da solidariedade, da compreensão.
Registre sua viagem não só com belas fotos, com sorrisos, mas plante na sua alma aquilo de bom e de belo que viu, que sentiu.
Assim fazendo, todas as viagens valerão a pena, mesmo que pequenas coisas inesperadas se interponham em seu caminho.
O importante, ao retornar, será você ter o sentimento de que tudo o que viu, o que observou, será mais um item para o seu aperfeiçoamento, para o seu aprendizado.
Viajar é colher sabedoria; é absorver tudo de bom que a vida tem para lhe dar.
Pense nisso.

MAURA SOARES
Aos 25 de agosto de 2013, 06.00h, manhã  

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O FILHO. A MÃE.


O FILHO. A MÃE.

Não importa como nasce um filho, se num casebre ou numa mansão; se num berço de luxo cercado de enfermeiros ou sozinho com aquela que o gerou.
Um filho é um filho – a continuação de tua espécie, que geraste em teu ventre por nove meses; é aquele em quem depositaste teus sonhos, tuas esperanças em um mundo melhor.
Um filho é uma bênção de Deus; é o desejo que se torna realidade para muitas mulheres.
O ser gerado no amor ou na dor, não importa; será aquele que irá seguir seu caminho na evolução da espécie.
Um filho, de acordo com o gens, poderá ser bom ou mau; poderá reconhecer o sacrifício daquela que o gerou, ou não.
Toda mãe deve orientar seu filho nos primeiros sete anos, ou no primeiro setênio,, como tão bem disse Rudolf Steiner(*).
Todas as virtudes, todos os caminhos para o bem devem ser incutidos na mente e no comportamento do filho, seguindo até completar os sete anos.
Se demonstrares irregularidades em tua vida e achares teus comportamentos verdadeiros, teu filho irá seguir, pois assim tem o exemplo.
Desde cedo oriente teu filho para o bem, para a amizade, para o carinho, para a compreensão, para o amor ao trabalho.
Mães displicentes geram filhos desgarrados.
Por mais humilde que seja o lar, ele deve ser asseado, cada coisa em seu lugar.
A desordem gera a desordem.
Assim é tudo em nossa vida e deve começar pelo lar, com compreensão, com fé num mundo melhor, com carinho.
Dá, mãe, tudo de ti para orientar teu filho, dá coragem para ele enfrentar o mundo – “embora venham ventos contrários” -;  dá a ele a força, a energia, a vontade de vencer, não sobrepujando outros, mas vencer pelo trabalho, pela honestidade, pela competência.
Tendo tudo isso, teu filho poderá sair de casa, deixar tua proteção diária e ir em busca do seu destino. Dirás para ele: “Vá, filho, és o Senhor de tua própria história. Siga teu caminho e não te abate ante os problemas. Vence. Sei que serás capaz”.
Poderás, mãe, ter certeza que ele sozinho saberá vencer todas as adversidades e se tornar um homem capaz de também orientar seu filho quando ele vier para continuar no caminho da evolução.
Lembra, mãe, que tudo, tudo mesmo, tudo o que acontecerá ou que deverá acontecer ao teu filho no futuro, deverá ter passado pelo Amor, pois se não houver Amor, nada valerá a pena. Mesmo que teu filho fique coberto de ouro a sua alma será vazia, pois faltará o único elemento deixado pelo Mestre Jesus: o AMOR – aquele que move todas as montanhas das adversidades.
E que assim seja, porque assim será.
Profª. Maura Soares
(Por inspiração, dia 14 de agosto de 2013, às 05.28h, manhã)   

(*) Rudolf Steiner, nasceu em Kraljevec, na fronteira austro-húngara, em 27 de Fevereiro de 1861, e faleceu em Dornach, Suíça, em 30 de Março de 1925). Foi filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da Antroposofia, da Pedagogia Waldorf, da agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da Euritimia, esta última criada em conjunto com a colaboração de sua esposa, Marie Steiner-von Sivers.
Seus interesses eram variados: além do ocultismo, se interessou por agricultura, arquitetura, arte, drama, literatura, matemática, medicina,filosofia, ciência  e religião.
Sua tese de doutorado na Universidade de Rostock foi sobre a teoria do conhecimento de Fichte.
Após terminar os estudos dedicou-se a partir de 1883 a editar as obras científicas de Johann Wolfgang von Goethe. Tornou-se profundo conhecedor da obra de Goethe, escrevendo inúmeras obras sobre este, dedicando-se à explicação do pensamento do autor alemão. Ao mesmo tempo escrevia sobre assuntos filosóficos.
Após um período de vivência em Berlim, Alemanha, no qual sobreviveu como escritor de uma revista literária, Steiner ininterruptamente aderiu a uma trajetória de conferencista e escritor, desenvolvendo a Ciência Espiritual Antroposófica, ou Antroposofia. Entre 1902 e 1912, ele foi o líder da Sociedade Teosófica na Alemanha, mas rompeu com esta e fundou a Sociedade Antroposófica. O motivo do rompimento de Steiner com a Sociedade Teosófica foi que eles não davam a Jesus Cristo e o Cristianismo um lugar especial, mas ele também incorporou conceitos do Hinduísmo, como karma e reencarnação.
Em Dornach construíram a sede da Sociedade Antroposófica, denominada Goetheanum onde está atualmente a Escola Superior Livre de Ciência Espiritual. O primeiro Goetheanum foi destruído por um incêndio em 1922. Foi reconstruído e tem participação importante na obra de Steiner como um grande centro de contribuições para os campos do Conhecimento Humano. Steiner, entre outras obras, dedicou-se principalmente aos campos da Organização Social, Agricultura, Arquitetura, Medicina, e Pedagogia; também Farmacologia e no tratamento de crianças com a Síndrome de Down, dentro da Pedagogia Curativa.
Oferecendo alternativas além das condições materiais de soluções de todos os problemas dos quais tratou, Steiner obteve reconhecimento mundial. Em todos os continentes surgiram centros de atividades antroposóficas como desdobramentos práticos da Ciência Espiritual por ele desenvolvida.

Fonte:Wikipédia  

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O AMOR - SIMPLES ASSIM

Apesar dos meus dias serem ocupados com trabalhos no computador fazendo N coisas, quase não tinha mais escrito.
Acordando de madrugada quase todos os dias, minha irmã Leuzi me disse: "é para escreveres".
E assim estou fazendo.Já há uma prancheta com papel e caneta na cabeceira e tenho produzido nestas duas semanas.
Então, hoje pela manhã, ao invés de poema, saiu este texto que compartilho.
 Digitei exatamente como "recebi".Nada acrescentei.
Podem contestar se quiserem, pois da discussão nasce a luz. 

                                             Psiqué e cupido - tela de William Adolphe Bouguereau

O AMOR – SIMPLES ASSIM

O Amor não pode ser como a água que ferve numa chaleira e depois que se desliga ou apaga a  chama, a água esfria.
O Amor deve ser alimentado dia a dia, hora a hora, com pequenos gestos, com pequenos carinhos, com dedicação, com apreço.
O Amor deve estar presente no cumprimento pela manhã, no alimento diário não só na mesa do café, mas no almoço a dois ou a três ou a mais, dependendo da família e à noite quando um ou os dois retornarem da lida diária.
O Amor transparece nos mínimos detalhes, no perguntar “como foi seu dia”, não uma pergunta mecânica, mas demonstrar interesse no parceiro ou parceira e ouvir – sim – ouvir o que ele ou ela tem a dizer.
O Amor deve ser paciente, embora a vida esteja correndo célere e aparentemente não dê tempo a estes colóquios.
O Amor deve ter seus momentos de conversa. Nada mais sem graça na vida a dois do que passarem uma vida inteira e um e o outro não conversarem sobre seus sentimentos, sobre suas angústias, sobre suas dores.
O Amor a dois deve ser isso tudo e muito mais, deve ser a entrega total dos corpos, o acariciar o corpo um do outro, o beijo demorado com doçura e afeto, o sexo sem pressa, com prazer e não somente quando um quer. Ambos devem quererem, ambos devem estar prontos para dar receber prazer no gozo mútuo. Depois do ato, ainda deve restar o carinho, o sentimento e ambos poderem dormir e sonhar com  um novo amanhecer, sabendo que se completam, que o Amor está presente em todas as horas, nos pensamentos, no querer ser e estar felizes com a companhia que escolheram para viver uma vida terrena.
O amor é isso.
Uma vida a dois em princípio e com a família quando o fruto do Amor, do gozo, aparece para ser encaminhado à mais uma vida para dar continuidade à espécie, para que a vida seguindo seja boa em todos os aspectos.
O Amor não deve ser  ganancioso no sentido de somente ficar em bens materiais, mas que possua o suficiente para levar uma vida com conforto, ter o seu canto, seu espaço de lazer e saber doar a alguém que mais precise.
Enfim, o Amor é dar e receber, é ser e estar, é amar e ser amado, é compreender e ser compreendido, é viver o dia a dia sempre, não só pensando em si, mas no Ser que está ao seu lado e que lhe oferecer sua vida para ser vivida e compartilhada.
Simples assim.
MAURA SOARES, aos 11 de julho de 2013, 07.15h

quinta-feira, 4 de julho de 2013

REFLEXÃO SOBRE ESCRITA


                           Erato - Musa da Poesia - Tela de 1870, autor Sir Edward John Poynter

MEUS VERSOS

De que adianta um poeta fazer seus versos e eles ficarem num canto qualquer de um móvel qualquer e não vir à lume?
De que adianta ficarem as folhas escritas escondidas entre outros papéis, sujeitas a serem roídas por traças?
Quem vai lê-los se o poeta não os mostrar?
Assim, durante muito tempo ficaram meus versos: escondidos, tímidos para saírem e se expor.
Tímidos, como era minha vida.
Escondidos, com medo.
Certo dia, alguém perguntou-me se eu além de escrever peças teatrais também fazia versos.Respondi que sim, mas estavam guardados num caderno.
Então, um belo dia comecei a participar do Grupo de Poetas Livres, ainda com aqueles versos meio tímidos.
Fui então participar de um programa de TV, numa Emissora a cabo,onde minha prima fazia um programa de entrevistas. Falei de todos e não falei de mim. Perguntou-me: e os teus, vais ler?
Disse-lhe que eram piegas, mas o olho da câmera me fitou e relutantemente, li um poema publicado na primeira ou segunda Antologia do Grupo.
Minha prima disse que os versos revelavam sentimentos e que deveriam ser expostos.
Embora sempre achando meus versos intimistas, comecei a publicá-los, a enviá-los para outras editoras que faziam e fazem antologias.
E assim sigo, devagar, mostrando meus escritos, muitos deles transbordando minhas lágrimas após término de amores fugidios, cheios de sentimentos contidos.
Até o momento não me atrevi a fazer um livro-solo. Faço para amigos; faço as Antologias do Grupo, mas meu, ainda não.
Continuarei assim, pois o poeta se livra das emoções e escreve seus versos desta forma, libertando-os para serem apreciados, criticados, espoliados ou colocados de novo no limbo das bibliotecas que ninguém consulta.
Poesia não vende, já disse o poeta Rodrigo Capella.
Reservo-me,no entanto, no direito de apresentar somente aqueles que podem ser lidos. Os mais profundos e de certa forma, mais eróticos, esses que foram feitos para alguém em especial, ficarão guardados, só interessaram a esse alguém e não devem ser expostos.
Um dia, quem sabe, alguém vai vasculhar meus arquivos e descobrirá. Aí, não estarei mais aqui.
E assim sigo minha vida, amando e procurando ser amada pelos meus versos, por aquilo que sai do fundo de minha alma e os coloco na vitrine para quem quiser ler e se preferir, comentar.
Maura Soares
Aos 04 de julho de 2013, 06.35h,  manhã