quarta-feira, 25 de março de 2015

  Em sua obra “Olhos azuis ao sul do efêmero”, que li duas vezes, do catarinense Emanuel Medeiros Vieira, o autor cita os “500 anos de violência institucional no Brasil” (pag. 234)

“Na colônia, índios escravizados. Palmares arrasado, Felipe dos  Santos amarrado a cavalos e esquartejado. Tiradentes enforcado e esquartejado; no Império, Frei Caneca fuzilado,30 mil mortos na Cabanagem, rosários de orelhas de cabanos no pescoço dos soldados;  na República Velha, presos degolados na Revolta Federalista, Canudos arrasada, seus prisioneiros degolados, fuzilamento sumário de Rebeldes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina durante a Revolta da Armada; no Estado Novo, na Delegacia de Ordem Política e Social, espancamento de presos políticos nos rins e nas solas dos pés com canos de borracha, queimaduras com pontas de cigarro, alfinetes sob as unhas, pedaços de nádegas tirados com maçarico, esponja embebida em mostarda enfiada na vagina das prisioneiras, assassinato; na outra ditadura, prisão,sequestro, bofetão, espancamento, pau de arara, telefone, toalha molhada, quarto escuro, afogamento, choque elétrico, estupro, cassetete no ânus e na vagina,assassinato; na era da Constituição cidadã: Candelária, Carandiru, Eldorado, Corumbiara, Manaus, Diadema,extorsão, tortura, massacre, pena de morte sem julgamento.”

E na escola nos incutiram essa história de que o homem brasileiro é bom.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RETORNO

Faz um ano que não posto nada no meu blog. Muitos emails, postagens e comentarios no facebook, esta ferramenta rápida de comunicação, fizeram com que negligenciasse este meu espaço.
Este sim é o meu canto onde posso expor minhas ideias, postar poemas e textos que me vem por inspiração.
Nesse meio tempo nasceram sobrinhos-netos, o calor infernizou minha vida, pois preferi ler a escrever, ficando com ventilador a me refrescar e a mergulhar nas letras dos romances. Li muito, escrevi não tanto como em outros tempos, mas escrevi.
Então, pra não perder o costume,segue um texto já publicado na Revista Ventos do Sul e em um blog na web,de amigos.
 VIAJAR


Viajar... Sair... Conhecer outros lugares, outras pessoas, outros olhares, outras paisagens.
Viajar... Sair em busca do desconhecido, pesquisar, colher informações.
Arrumar as malas, percorrer caminhos antes não trilhados, observar, reter imagens, desenvolver seu senso crítico na observação, ver o quanto o homem destruiu o que Deus lhe deixou para se estabelecer.
Assim somos nós, viajantes em busca do aprimoramento.
Muitos passam as viagens sem sequer notar a beleza de uma árvore no caminho, um rio, uma nova ponte.
Viajamos por muitos lugares sem sequer anotarmos um nome, um endereço, um prato saboroso num restaurante.
Pousamos os olhos, mas a direção do olhar ali no objeto, no detalhe, não se detém. Simplesmente olhamos.
Viajar não significa somente sair ao ar livre, deixar o lar, arrumar a mala com as melhores roupas, os mais bonitos acessórios.
Viajar significa também levar na sua bagagem o que você tem de bom; levar seu sorriso, seu abraço fraterno, estender as mãos e cumprimentar, dizer palavras ternas, elogiar.
Viajar significa também deixar lembranças, deixar seu marco positivo para aqueles que ficaram para trás, - quando você retorna ao ponto de sua partida - , para também lembrarem de você e do que você deixou plantado em seus corações.
Viajar e chegar ao lugar desejado, para plantar naqueles que você encontrar, a semente do amor, da solidariedade, da compreensão.
Registre sua viagem não só com belas fotos, com sorrisos, mas plante na sua alma aquilo de bom e de belo que viu, que sentiu.
Assim fazendo, todas as viagens valerão a pena, mesmo que pequenas coisas inesperadas se interponham em seu caminho.
O importante, ao retornar, será você ter o sentimento de que tudo o que viu, o que observou, será mais um item para o seu aperfeiçoamento, para o seu aprendizado.
Viajar é colher sabedoria; é absorver tudo de bom que a vida tem para lhe dar.
Pense nisso.

MAURA SOARES
Aos 25 de agosto de 2013, 06.00h, manhã  

RETORNO

Faz um ano que não posto nada no meu blog. Muitos emails, postagens em facebook, respostas a mensagens, o dia-a-dia, fizeram com que negligenciasse este meu canto.
Este sim, é o meu canto para expor minhas ideias, postar meus poemas, meus textos que saem por inspiração.
Neste meio tempo,criança nasceu na familia, amigos se foram, amores também, ficando a lembrança guardada no fundo do coração.
Então, cá estou novamente.
Coloco então, um texto que escrevi em 2013 e já publicado na Revista Ventos do Sul e também enviei para um blog na web.


 Viajar... Sair... Conhecer outros lugares, outras pessoas, outros olhares, outras paisagens.
Viajar... Sair em busca do desconhecido, pesquisar, colher informações.
Arrumar as malas, percorrer caminhos antes não trilhados, observar, reter imagens, desenvolver seu senso crítico na observação, ver o quanto o homem destruiu o que Deus lhe deixou para se estabelecer.
Assim somos nós, viajantes em busca do aprimoramento.
Muitos passam as viagens sem sequer notar a beleza de uma árvore no caminho, um rio, uma nova ponte.
Viajamos por muitos lugares sem sequer anotarmos um nome, um endereço, um prato saboroso num restaurante.
Pousamos os olhos, mas a direção do olhar ali no objeto, no detalhe, não se detém. Simplesmente olhamos.
Viajar não significa somente sair ao ar livre, deixar o lar, arrumar a mala com as melhores roupas, os mais bonitos acessórios.
Viajar significa também levar na sua bagagem o que você tem de bom; levar seu sorriso, seu abraço fraterno, estender as mãos e cumprimentar, dizer palavras ternas, elogiar.
Viajar significa também deixar lembranças, deixar seu marco positivo para aqueles que ficaram para trás, - quando você retorna ao ponto de sua partida - , para também lembrarem de você e do que você deixou plantado em seus corações.
Viajar e chegar ao lugar desejado, para plantar naqueles que você encontrar, a semente do amor, da solidariedade, da compreensão.
Registre sua viagem não só com belas fotos, com sorrisos, mas plante na sua alma aquilo de bom e de belo que viu, que sentiu.
Assim fazendo, todas as viagens valerão a pena, mesmo que pequenas coisas inesperadas se interponham em seu caminho.
O importante, ao retornar, será você ter o sentimento de que tudo o que viu, o que observou, será mais um item para o seu aperfeiçoamento, para o seu aprendizado.
Viajar é colher sabedoria; é absorver tudo de bom que a vida tem para lhe dar.
Pense nisso.

MAURA SOARES
Aos 25 de agosto de 2013, 06.00h, manhã  


quinta-feira, 13 de março de 2014



(por Mia Couto)
Transcrevo o texto de Mia Couto,pseudônimo de  António Emilio Leite Couto,biólogo e escritor moçambicano, nascido em Beira e, 5 de julho de 1955.
E é assim,criamos os filhos cheios de cuidados  e depois eles não sabem o que fazer da vida.
Mas devemos continuar orientando, dando sim o suporte necessário até que eles possam seguir seus caminhos. 

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. 
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. 
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

9º CONCURSO ON-LINE DE POESIAS--II PRÊMIO LICINHO CAMPOS DE POESIAS DE AMOR

RESULTADO DO 9º CONCURSO ON-LINE

II PRÊMIO LICINHO CAMPOS DE POESIAS DE AMOR
PROMOÇÃO DO GRUPO DE POETAS LIVRES
JULHO A SETEMBRO DE 2013

RELATÓRIO DA COMISSÃO AVALIADORA

A Edição 2013 do 9º CONCURSO ON-LINE – II PRÊMIO LICINHO CAMPOS DE POESIAS DE AMOR, veiculada pela internet entre os meses de julho a setembro de 2013, contou com 293 participantes que enviaram 608 poemas. Internautas das seguintes cidades brasileiras e do exterior compareceram enviando seus poemas de Amor. Por cidades e estados brasileiros, citamos: ACRE (Rio Branco); ALAGOAS (Maceió); AMAZONAS (Manaus); BAHIA (Itabuna, Brumado, Salvador, Ilhéus, Barreiras, Mutuípe, Urandi, Bonito, Euclides da Cunha, Teixeira de Freitas); CEARÁ (Fortaleza, Juazeiro do Norte); DISTRITO FEDERAL (Brasília);  ESPIRITO SANTO (Castelo, Guarapari, Serra, Cariacica, Linhares, Marataízes); GOIÁS (Goiânia, Campos Belos, Catalão); MARANHÃO (Arari);   MATO GROSSO (Barra das Garças, Várzea Grande); MATO GROSSO DO SUL (Campo Grande,  Dourador); MINAS GERAIS (Carmo da Mata, Paracatu,Monte Azul, Igarapé, Belo Horizonte, Uberlândia, Betim, Durandi, Governador Valadares, Baependi, Nova Serrana, Pirapetinga, Pratápolis, Ouro Preto, Lambari, Contagem);  PARÁ (Belém, Mocajuba, Santa Izabel do Pará, Ananindena);  PARAÍBA (Bayeux, Estação Pilar, João Pessoa, Campina Grande); PARANÁ (Curitiba, Maringá, Piaçandu, Toledo, Pato Branco, Londrina, Campo Magro, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Colombo); PERNAMBUCO (Lageado, Recife, Ouricuri, Camaragibe, Caruaru, Passira); PIAUÍ (Picos, Teresina, Campomaior); RIO DE JANEIRO (Guapimirim, Campos dos Goytacazes, Itaipu-Niterói, Rio, Itaguaí, Valença, Jaqueira, Três Rios, Petrópolis, Santa Cruz, Jacarepaguá, Teresópolis, Icaraí-Niterói, São Pedro da Aldeia, Belford Roxo, Vista Alegre, Taquara, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Cabo Frio);  RIO GRANDE DO NORTE (Parazinho, Natal, Nova Floresta, Floresta); RIO GRANDE  DO SUL (Porto Alegre, São Francisco de Paula, Passo Fundo, São Luiz Gonzaga, Santa Maria, Gravataí, Santa Rosa, Caxias do Sul, Canoas, Tramandaí, Sant´Ana do Livramento, Rio Grande, Pelotas); SANTA CATARINA (Itajai, Joinville, Tijucas, Porto Belo, Florianópolis, Brusque, Blumenau, Criciúma, São Miguel do Oeste, São José, Jaraguá do Sul, Palhoça, Canelinha);   SÃO PAULO (Paraguaçu Paulista, Sorocaba, Monte Mor, Orlandia, São José do Rio Preto, Ferraz de Vasconcelos, Ribeirão Pires, Fartura, Santos, Osasco, Mogi das Cruzes, Santo André, Suzano, Mogi Guaçu, Mairiporã, São José dos Campos, Americo Brasiliense, Capão Bonito, Sud Mennuci, São Paulo-capital, Americana, Taubaté, Guarulhos, Piracicaba, Campinas, Araraquara, Itararé, Miracatu, Ribeirão Preto, Franca, Itupeva). Somente os Estados de Tocantins, Sergipe, Roraima e Rondônia não participaram. Do exterior participaram: PORTUGAL (Queijas, Leiria, Lagos, Santiago do Cacém, Odivelas, Ponte de Sôr, Vizela(Braga), Viana do Castelo, Santo Antonio dos Cavaleiros, Coimbra, Queluz); AÇORES(Ilha Terceira, Capelas-Ilha de São Miguel); JAPÃO (Saitama); ESPANHA (Madri); U.S.A (Elizabeth, New Jersey); ITÁLIA (Parma); AFRICA (Maputo, Moçambique).

Os membros da Comissão Avaliadora Eloah Westphalen Naschenweng, Heralda Victor, Vera Portela, Zeula Soares, sob a presidência de Maura Soares, leram, cada qual separadamente, todas as poesias, apresentando as selecionadas aos outros membros.

Invocando “A Prece de um Juiz”, do acadêmico Dr. João Alfredo Medeiros Vieira, prece que já foi traduzida em mais de 45 idiomas que, nos parágrafos finais diz:
“AJUDA-ME, SENHOR!
Quando as minhas horas se povoarem em sombras; quando as urzes e os cardos do caminho me ferirem os pés; quando for grande a maldade dos homens; quando as labaredas do ódio crepitarem e os punhos se erguerem; quando o maquiavelismo e a solércia se  insinuarem nos caminhos do Bem e inverterem as regras da Razão; quando o tentador ofuscar a minha mente e perturbar os meus sentidos, AJUDA-ME, SENHOR!
Quando me atormentar a dúvida, ilumina o meu espírito; quando eu vacilar, alenta a minha alma;quando eu esmorecer, conforta-me; quando eu tropeçar, ampara-me.
E QUANDO UM DIA, finalmente, eu sucumbir e já então, como réu, comparecer à Tua Augusta Presença para o último Juízo, olha compassivo para mim. Dita, Senhor,a Tua sentença.
Julga-me como um Deus.
Eu julguei como homem.”  

De posse de todo o material selecionado, os membros da Comissão reuniram-se dia 19 de novembro, leram novamente todos os possíveis vencedores e o resultado, após exaustiva leitura, foi o seguinte:

PRÊMIO ESPECIAL, para CARLOS MAURICIO VELOSO CAVALANTI BATISTA, do Rio de Janeiro, pelo belo conjunto de poesias apresentadas, com a escolha do poema XVI para publicação na Revista Ventos do Sul. Receberá o Certificado de Prêmio Especial e um kit de livros.

POEMA XVI

Quando partires
Por favor, apaga o sol
E desliga a lua.
Avisa as estrelas:
Já não são mais necessárias.
Leva-as todas,são tuas.
Ficarei
Com a noite nua,
Despida de tua pele;
E o dia desabitado,
Sem tuas mãos,
Que me despertavam
E carinhosamente
Entregavam-me
                 o amanhecer.

CLASSIFICADOS EM 1º, 2º e 3º LUGARES:

1º lugar: PAULO FRANCO, de Ribeirão Pires, São Paulo, com SONETO DO AMOR IMPERFEITO.

SONETO DO AMOR IMPERFEITO

Não quero mais buscar o amor perfeito
para camuflar o sentimento em chama
e amortecer o que me dói no peito,
a mesma dor de todo ser que ama.

Que amar assim, eu sei, não é direito,
pois todo peito preso nesta trama
adoecido faz do olhar um leito
pra adormecer a fonte deste drama.

Vou procurar amar só o instante
um amor maior, porém um passageiro
tão transeunte quanto o amante

que tenha amores pelo mundo inteiro
e ao invés da dor o peito sempre cante
o imperfeito amor que é o verdadeiro.

2º lugar: LUISA CLARA CARTAXO FRESTA, de Queluz, Portugal, com SONETO DO AMOR NO FEMININO.

SONETO DO AMOR NO FEMININO

De vida eu sou a fonte incubadora
De amor, de pão, de múltiplos cuidados
Que contra qualquer força predadora
Se ergue em mil braços desarmados

Sobrevivo em meio à tempestade
E o meu peito é a terra prometida
Onde a lei da ternura e da verdade
Dança irmanada com as leis da vida

E toda a vida só em mim germina
(todos os homens são meus filhos também
E há sempre mais amor que se imagina...)

E em tudo o meu amor vai mais além
Para lá da força bélica, assassina
Há sempre uma Mulher que te quer bem!

3º lugar: FERNANDA DE MELLO VEECK (Fernanda Mellvee),Porto Alegre, Rio Grande do Sul,  com POR FALAR EM AMOR...

POR FALAR EM AMOR...

Quero falar de amor,
não do amor romântico,
cortês e idealizado.
Quero falar do amor sincero e desinteressado.
Falar simplesmente do amor.
O amor puro, realizado.

Quero cantar o amor,
não o amor impossível,
melancólico e alucinado.
Quero cantar o amor alegre e descomplicado.
Cantar somente o amor.
O amor sensato e compartilhado.

Quero escrever sobre o amor,
não sobre o amor comum,
óbvio e entediado,
Quero escrever sobre o amor descontrolado.
Cantar unicamente o amor.
O amor real e apaixonado.

MENÇÃO HONROSA, para VÓLIA LOUREIRO DO AMARAL LIMA, de João Pessoa, Paraíba, com AMO-TE.

AMO-TE

Amo-te com um amor triste,
Que vive do silêncio da saudade.
Amo-te com um amor distante,
Que de ti, guarda apenas a lembrança,
Em uma foto apagada pelo tempo.

Amo-te com um amor ausente,
Que chora no silêncio da madrugada
A saudade que a falta que teus olhos faz.
Amo-te com um amor doente,
Que ama mais a ti do que a mim,
E faz da existência uma dor frequente.

E em cada estrela do céu
Vejo os teus olhos,
Em cada canção de amor,
Ouço teu riso,
Em cada por de Sol
Fica a saudade e
A certeza de amar-te,
Por toda minha vida.

ANDERSON FABRICIO DA SILVA ERNSEN (Buscador Perdido), de Toledo, Paraná, com ÀS VEZES...

ÀS VEZES...

Às vezes quero te tocar. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois tocar-te é como uma dádiva divina,
Capaz de levar ao Céu aquele que o fizer.
Não mereço o céu...

Às vezes quero te abraçar. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois abraçar-te seria como voar,
Cruzar o firmamento com a sutileza e imponência de uma nuvem.
Não sei voar...

Às vezes quero te falar de amor. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois falar-te de amor é como lutar na guerra,
Com coragem e ousadia, sem medo do desconhecido.
Não sou guerreiro...

Às vezes quero te beijar. Sempre quero...
Mas não posso, não me é permitido.
Pois beijar-te é prova real, final,
De quem for o senhor do teu coração.
Não sou senhor... Sou escravo...

Às vezes quero te olhar. Sempre quero...
Mas...olhar-te eu posso, isso me é permitido.
Pois olhar-te é como uma prova, uma pena,
Que testa minha força, minha paciência, meu sofrimento.
Mas sou forte...
Às vezes.

POEMAS EM ESPANHOL. Destaque para BIANCA SAMPAIO MORENO, de Copacabana, Rio de Janeiro, com SI NO SE PUEDE TOCAR

SI NO SE PUEDE TOCAR

Mil lenguas no explican el amor,
pero una si, la soledad.
El vacío que es esperar sin saber,
la felicidad que existe en tus ojos.

Los besos no se pueden dividir,
por eso la boca es egoísta,
simplesmente te quiere a ti.
Sino, ¿por qué sonreir?

Si no fuera tu belleza fatal,
uno se iba a morir en el oscuro,
por que si logra mirar al sol,
pero no a ti, sin desearte.

Está toda la pasión, el deseo,
pero no se vê a tu cuerpo caliente.
Este, se lo puede imaginar,
pero duele si no se puede tocar.


POEMAS EM ESPANHOL. Destaque para PABLO GABRIEL RIBEIRO DANIELLI, de Foz do Iguaçu, Paraná, com SUSURROS.

SUSURROS

Tan hermosa vista que tênia esta noche
Los ángeles vinieron a visitarme
Tan sublime como el sol,
Y una belleza sin fin.

Me toco y me hizo sonreir
Como en un buen vuelo
Libera mi alma,
Llevar la paz a mi cuerpo.

Ya no me sentia más miedo,
El frio no era parte de mí.
Tal vez un cuerpo se
Lleno de amor.

Y para abrir lós ojos por la mañana
Me senti una fuerte energia
Que emanan de dentro de mi ser,
Era la voz de Dios que me llama a vivir.

POEMAS EM INGLÊS,destaque para RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS, de Lambari,Minas Gerais, com DEAD DREAM.

DEAD DREAM

It was such a heavy rain.
It was such a cold night.
It was such a long dream.
It was real. I saw it. I touched it.

But suddenly
I realized it was pure sheet of paper and ink.
I saw that archetype of real
Dissolving itself. Melting, melting…

I have seen the wet sheet of paper
Screaming and crying due to
Life within it.
It was mylife. The teardrop was mine.

Desperate, I saw myself to fall apart.
Each detail of ink was so alive
Each drop of rain was so cruel.
I saw a dead sketch.

Beholding  with enexplainable pain,
That scene mane me fall asleep.
I laid down on the floor flooded by the implacable rain.
But at this time I could not dream.

Down. Cold. Nudity of soul.
Painful sleep. Living nightmare.
Sharp wind. Falling leaves.
And I was there. Out of knowledge.

I woke up.
A paper canvas stood by my side, as white as it can be.
A paint box and an untouched painter brush.
I took them all. The artist will paint another dream.

POEMAS EM INGLÊS, destaque para JÚLIO CÉSAR TEODORO DA SILVA, de Belo Horizonte, Minas Gerais, com LOVE IS SUCH A HUGE COINCIDENCE.

LOVE IS SUCH A HUGE COINCIDENCE

There are so many things
in my heart now,
and so many more
I hope can be someday.

Attraction is an instinct.
Infatuation, in other hand,
is a privilege,
an enthusiasm that is born with wings
regardless if it´s unrequited.

But love…
Love is coincidence.
Love is such a huge coincidence!

Love is when you´re the wild goose
who finds the hunter who was chasing you
through the wilderness.

ALUNOS DA PROFESSORA MARIA ANGÉLICA FANTI, da E.E.E.M TUIUTI, Gravataí, Rio Grande do Sul.
1º lugar: THAÍS FONTOURA MACIEL, Bairro Bonsucesso, Gravataí, RS, com ORA FOGO ORA ÁGUA

ORA FOGO ORA ÁGUA

Seria desonesta se dissesse que não sinto nada.
Sinto um sentimento jamais sentido pelos sonhadores.]
Como fogo, com seus esplendores.
Tanto calmo quanto perigoso.
Tanto obscuro quanto formoso.
Tanto inerte quanto vivo.
Como fogo de meu amor eu sobrevivo.
Seu amor é como água.
Tanto azul quanto transparente.
Imprevisível.
Tanto fria quanto quente.
Capaz de fazer meu fogo apagar.
Capaz de fazer meu coração despertar.
Nosso amor vai ter as mais complicadas lições, aprender.
Suportar brigas e mágoas.
E a mais  importante,
Ora ser fogo ora ser água.


ALUNOS DA PROFESSORA MARIA ANGÉLICA FANTI, da E.E.E.M TUIUTI, Gravataí, Rio Grande do Sul.

2º lugar: MARCELY DIAS PORTO, Bairro Bonsucesso, Gravataí, RS, com BONS TEMPOS...

BONS TEMPOS...

Nas colinas lá no campo
logo cedo de manhã
pela janela logo vejo
pássaros cantando
e flores desabrochando.
Quando olho uma rosa,
Eu me lembro de você,
Você chegava com rosas vermelhas,
me elogiava e me beijava
intensamente.
Mas esses bons tempos
já se foram
e hoje é assim:
Eu na solidão e você no meu coração!

ALUNOS DA PROFESSORA MARIA ANGÉLICA FANTI, da E.E.E.M TUIUTI, Gravataí, Rio Grande do Sul.

3º lugar: GÉSSICA LETÍCIA DA SILVA MUNIZ, Bairro Morada do Vale II, Gravataí, RS, com AMOR.

AMOR

Quando te vi pela primeira vez
Senti meu coração palpitar mais forte
E minhas emoções dispararam
Não consegui controlar!
Teus olhos castanhos
Me hipnotizaram
E teu sorriso
Me encantou
O brilho do teu olhar
Fez uma flor de amor
Desabrochar em meu coração
Teu sorriso
Lembrou-me o brilho das estrelas
E teus cabelos
Lembraram-me o escuro do luar
Gostaria de saber
Se ao teu lado posso ficar?
Porque contigo minha vida estará completa.


ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.

1º lugar: PEDRO PAULO GIACOMOSSI, da E.E.B.Profª Olivia Bastos, Tijucas, cursa o 2º ano do Ensino Médio e fazendo Curso Técnico em Redes no SENAI, com  EU AS ROSAS E MEU JARDIM.

EU AS ROSAS E MEU JARDIM

As rosas como o jardim
Deus semeou e regou para mim
Assim saberei ao ver a rosa e o jardim
Que Ele passou por aqui.

Plantada em meu jardim
Cuido com muito amor
Para que não se afaste de mim.

Tem horas que paro e me pergunto
O que seria de mim
Se todas as rosas morressem,
E ficasse somente eu e meu jardim?

Não vou olhar pra trás
Vou refletir somente em mim
Viverei uma vida de amor
Só eu minhas rosas e meu jardim.



ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.


2º lugar: LUCAS MANOEL CANDIDO,estuda no 2º ano do Ensino Médio da  E.E.B.Profª Olivia Bastos, de Tijucas,SC, com CARTA QUE EU NÃO MANDEI.

CARTA QUE EU NÃO MANDEI

Eu te escrevi a verdade
naquela carta tão triste
falava de uma saudade
que dentro de mim insiste.

Eu te cantava, benzinho,
de há muito te queria
E reclamava dos teus carinhos
Que muita falta fazia.

Eu te escrevia com desprezo
Que essa mágoa nunca seca.

Mas refleti e rasguei, e na
ânsia te desejo colocar um longo
beijo na carta que não mandei...

ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.

3º lugar: LUIZ FERNANDO BOAVENTURA, cursa o 2º ano do Ensino Médio na Escola de Educação Básica Profª Olivia Bastos, de Tijucas, SC, com AMOR.

AMOR

O amor é um sentimento bom
Mas que às vezes é ruim.
Porque uma hora você está feliz
Na outra não...

Quando você está apaixonado
Você fica só pensando naquela pessoa
Você fica aguardando a hora que vai encontrá-la
De novo!

Mas o amor não é só entre homem e mulher
A pessoa pode amar qualquer coisa
O amor pode ser familiar, ou um objeto, ou quem sabe um animal.

Mas o mais importante
É desejar o bem para quem
Você ama... Nunca  desejar o mal, sempre o melhor...
E todos nós precisamos espalhar o amor
Para que o mundo seja um mundo melhor.
E que todos nós sejamos contaminados com esse sentimento.

 
ALUNOS ENVIADOS PELA PROFESSORA MÁRCIA REIS BITTENCOURT, de Canelinha, que é membro correspondente do GPL.

MENÇÃO HONROSA: IURY GONÇALVES, Tijucas, SC, com HOMENAGEM AO MEU AVÔ: MARIO ILSON GONÇALVES.

A vida é injusta, mas quem sou eu para falar!
No dia 05/07/13, morreu o meu maior herói, meu avô.
O cara que simplesmente me ensinou tudo, desde minha paixão pelo Corinthians, até fazer meros peixinhos com pedras de rio
O homem que era o pilar da família. O cara que sempre me apoiou e nunca deixou de estar comigo nas horas ruins, ou mesmo ficar sentado 6 ou 7 horas em um campeonato de TKD, me ensinar a empinar pipa ou soltar pião?
Ele me ensinou de sobra... Os conselhos mais enigmáticos foi ele quem me deu.
Puxa vida, lá se foi o meu guerreiro, o meu cabeçudo Gonçalves favorito...
O papai Issinho... De uma hora para outra acabou-se uma vida de um cara que lutou  por tudo, mas principalmente por sua família.
Sempre defendendo, brigando, esperneando ou falando para mim que o Tio era chato em avacalhar com o nosso timão. Sempre falando para eu nem brigar com a mãe porque ela é esquentadinha, ou me apoiando mesmo eu nem estando 100% certo!!!
Mas o que mais me pesa o coração é não ter dito pela última vez que eu o amava, que sem ele eu nem vivia e que ele era o meu segundo pai ou pai duas vezes...

*******

Parecer final da Comissão Avaliadora:
A Comissão teve o cuidado em arrumar a colocação correta dos pronomes e ajeitar versos com uma boa concordância, sobretudo dos alunos.
Recomenda que os professores de todos os alunos participantes, independente de classificação ou não, incentivem realmente a leitura, pois quem tem o hábito de ler sabe escrever, sabe pensar, sabe argumentar e só crescerá com isso.
Falhas que não precisavam acontecer se cada aluno ou cada internauta adulto tomasse cuidado com a concordância pronominal e verbal.
A confusão com “mais”(advérbio, indica aumento, grandeza, superioridade ou comparação.Ex.: Sem mais nem menos. De mais a mais.) e “mas”(conjunção, exprime oposição ou restrição; porém, todavia, entretanto,no entanto, contudo. Ex.: Mas como é que você fala mal de seu amigo?) é flagrante e foram consertadas para não se perder um poema que na sua essência estava bom.
É por este motivo que embora sendo um concurso gratuito não ficando somente com a entrega de um Certificado, o GPL vai presentear com livro, incentivando a leitura dos nossos internautas vencedores.
Sugestão da Comissão: que nos próximos concursos haja uma revisão prévia do poema, eis que muitos foram eliminados devido ao excesso de erros.

Florianópolis, 19 de novembro de 2013

Comissão de Avaliação:

Eloah Westphalen Naschenweng
Heralda Victor
Vera Portella
Zeula Soares

Maura Soares, presidente da comissão e redatora do Parecer.